Segunda-Feira, 06 de Dezembro de 2021

Prefeitura de Dourados corta 419 cargos comissionados


Além disso, Executivo suspendeu contrato não essenciais por 90 dias

A Prefeitura de Dourados nesta semana exonerou 419 servidores que ocupavam cargos comissionados. Além disso, também está em andamento a suspensão dos contratos com fornecedores não essenciais, por 90 dias.  

Segundo a prefeitura, a demissão atinge 64% dos cargos. A medida é uma propostas de austeridade lançadas pelo prefeito de Dourados, Alan Guedes.  

“Temos um compromisso de enxugar a máquina e fazer economia nesse momento”, destacou.  

Além disso, Guedes justificou a medida lembrando que a atual gestão tem também a missão de encontrar alternativas para honrar a folha de pagamento do mês de dezembro, já que os recursos para os salários dos servidores não foram empenhados nessa questão.

Ainda de acordo com a Prefeitura, cada uma das secretarias fez um levantamento para identificar os cargos que podem ser dispensados neste momento. No entanto, Alan Guedes afirma que os cortes foram feitos com muito critério e cuidado para não atrapalhar o funcionamento de setores considerados essenciais, como a saúde, por exemplo.

“A partir do mês que vem, haverá a realocação de alguns cargos, considerando critérios técnicos e demandas de cada secretaria e/ou autarquia de maneira tal que sejam melhorados o atendimento e a prestação de serviços da prefeitura à população de Dourados”, diz a Prefeitura.

Outros cortes

Também está em andamento a suspensão do pagamento de parte dos fornecedores, de contratos, por 90 dias, dentro de premissas legais juridicamente, o que está sendo analisado ‘caso a caso’ por uma equipe técnica.

A mesma lógica de corte dos comissionados também se encaixa para os fornecedores. Alan Guedes destacou que os contratos referentes a serviços essenciais como fornecimento de medicamentos não sofrerão impactos e que estruturou uma equipe técnica com membros das secretarias de Administração e de Fazenda, Procuradoria Geral do Município e Gabinete para as devidas análises.


Fonte: Correio do Estado