Domingo, 24 de Outubro de 2021

Mato Grosso do Sul deve receber R$10,3 bilhões em investimento no Plano Safra


Novo Plano entrou em vigor no dia 1º de julho com destaque para o financiamento de técnicas sustentáveis
Mato Grosso do Sul deve receber R$10,3 bilhões em investimento no Plano Safra. Foto Google

No Plano Safra 2021/2022, Mato Grosso do Sul deve receber um investimento 20% superior ao recebido no plano passado. 

A previsão é que o Estado tenha um investimento de R$ 10,3 bilhões.

O novo Plano entrou em vigor no dia 1º de julho com destaque para o financiamento de técnicas sustentáveis, aliando a produção agropecuária com a preservação ambiental. 

Os financiamentos da atual safra podem ser contratados pelos agricultores até o dia 30 de junho de 2022.

No total, foram disponibilizados R$251,2 bilhões para apoiar a agropecuária nacional, representando uma alta de 6,3% no valor disponibilizado pelo Plano, se comparado à última safra. 

Ao todo, 12 instituições vão operar com recursos equalizáveis.

O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros. 

A portaria que autoriza o pagamento de equalização de taxas de juros em financiamentos rurais, concedidos no Plano Safra 2021/2022 foi publicada no Diário Oficial da União, ainda no início do mês.

Do total, R$ 177,78 bilhões serão destinados ao custeio, industrialização e comercialização e R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. 

Os recursos destinados a investimentos tiveram aumento de 29% e devem contribuir para a garantia da continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país e atender às exportações. 

SUSTENTABILIDADE

 O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), principal linha para o financiamento de técnicas sustentáveis, apresentou um aumento de 101% em relação aos recursos disponibilizados no Plano de Safra anterior. 

De acordo com o governo, a linha terá R$ 5,05 bilhões em recursos com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, com carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.

O Plano também prevê o financiamento para aquisição e construção de instalações para a implantação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio. 

Também serão financiados projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável.

O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões.

O Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano. 

Já o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões, e taxas de juros de 7% ao ano.


Fonte: Correio do Estado