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Saindo de Campo Grande rumo a Três Lagoas, a primeira rodovia que será concessionada é a BR-262
Por: Soares Filho | 14/01/2026 08:33
Mesmo ocupando o segundo lugar no ranking nacional de qualidade das rodovias, Mato Grosso do Sul ainda enfrenta impactos econômicos causados por falhas na malha viária. Segundo a CNT, as condições do pavimento elevam em 24,8% o custo operacional do transporte e, apenas em 2024, acidentes nas estradas geraram prejuízo estimado em R$ 414,9 milhões.
O levantamento que embasa o ranking foi elaborado pelo ILOS com dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025. O Estado recebeu nota 3,7, mesma pontuação do Rio de Janeiro, ficando atrás apenas de São Paulo, que lidera com índice de 4,3. Ao todo, foram analisados 4.739 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a consultoria, a qualidade das vias tem efeito direto na logística. “Vias em más condições elevam custos com manutenção de frota, combustível, pneus e seguros, além de aumentar riscos de atrasos e avarias”, informou o ILOS. Ainda assim, o Estado apresentou o menor índice de pontos críticos do país, com “0,04 ponto a cada 100 km”.
A pesquisa mostra que 58,3% das rodovias avaliadas foram classificadas entre ótimas e boas no estado geral, enquanto apenas 1,1% ficou entre ruim e péssimo. Apesar do bom desempenho, a CNT estima que seriam necessários R$ 4,44 bilhões para recuperar e manter a malha rodoviária estadual, reforçando que o resultado positivo não elimina a necessidade de novos investimentos.
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