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Por: Soares Filho | 03/03/2026 22:20
Potência e referência no cenário nacional, o agronegócio de Mato Grosso do Sul registrou, em 2025, o maior crescimento do país entre os estados, com alta de 18,6% no PIB do setor. O desempenho é atribuído à combinação entre tecnologia, profissionalização no campo e políticas públicas de incentivo ao produtor rural.
Um dos exemplos dessa trajetória de sucesso está na Fazenda Cachoeirão, em Bandeirantes. Localizada próxima à MS-245, a propriedade iniciou as atividades em 1952, quando a criação de gado era praticamente a única alternativa produtiva no Cerrado sul-mato-grossense.
“Nesta época que meus pais começaram a criar gado aqui na fazenda, nem existia braquiária. Somente na década de 70 que a Embrapa trouxe (braquiária) e começou a se formar as pastagens. Foi o primeiro grande avanço na pecuária em termos de produção”, contou o produtor Nedson Rodrigues.
A braquiária, introduzida pela Embrapa, transformou a pecuária brasileira ao elevar a produtividade das pastagens. Décadas depois, em 1991, Nedson e o irmão assumiram a administração da fazenda e intensificaram o sistema produtivo. A grande virada ocorreu em 2005, quando decidiram integrar agricultura à pecuária, mesmo em solo arenoso.
“Encaramos este desafio e começamos a integração de agricultura e pecuária. Com todas as tecnologias disponíveis vimos que era possível conseguir fazer uma boa produção de grãos, mesmo em terras mais fracas. Fomos pioneiros aqui na região. Hoje temos uma pecuária bastante intensiva em pastagens de excelente qualidade e uma produção de grãos com ótima performance”.
Atualmente, a fazenda trabalha com ciclo completo na pecuária — cria, recria, cruzamento industrial, melhoramento genético, confinamento e abate de animais precoces com 14 meses, acima de 20 arrobas. Também investe na rotatividade de pastagens para garantir alimentação de qualidade ao rebanho.
Na agricultura, produz milho, soja e feijão, além de contar com sistema de irrigação para ampliar a produtividade.
A propriedade soma 7,5 mil hectares, mantém 22% de reserva legal e emprega 37 funcionários registrados, além de trabalhadores terceirizados.
“É uma gestão bem profissional porque os negócios vão crescendo e se você não se profissionalizar, fica para trás. Já investimos também na sucessão familiar, onde temos filhos e sobrinhos participando da administração, para dar continuidade a esse legado”.
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