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ndústria de MS apresenta crescimento e se destaque em nível nacional
Por: Soares Filho | 15/03/2026 21:34
Após meses de recuperação, a indústria brasileira começou 2026 com sinais de retomada, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM), divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano, a produção industrial do país avançou 1,8%, interrompendo uma sequência de resultados negativos registrada no ano passado.
O maior impulso neste início de ano vem de estados como Pará (8,6%), São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (3,2%). Ainda segundo o IBGE, Mato Grosso do Sul também aparece entre os estados com maior crescimento industrial do país.
Em dados divulgados para o mesmo período de 2025, a indústria sul-mato-grossense cresceu 8,7%, desempenho bem acima da média nacional, que ficou praticamente estável, com variação de 0,2%.
Esse resultado coloca Mato Grosso do Sul, juntamente com Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão e Rio de Janeiro, entre os principais polos em expansão.
Embora o IBGE não tenha divulgado detalhes sobre quais segmentos regionais estão em destaque, o crescimento industrial de Mato Grosso do Sul está ligado a cadeias produtivas como a celulose e o papel; a indústria alimentícia, ligada ao processamento de carnes e grãos; além da bioenergia e de derivados do agronegócio — setores que vêm ampliando a capacidade produtiva nos últimos anos.
Esse cenário mostra que a economia sul-mato-grossense está cada vez mais integrada ao processamento industrial agrícola.
Apesar dos números positivos que demonstram crescimento industrial em 2026, o momento ainda exige cautela. No cenário nacional, o IBGE avalia que o avanço registrado em janeiro tem caráter compensatório, após quatro meses consecutivos de queda no final de 2025, período em que a indústria acumulou retração de 2,5%.
Segundo o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, fatores macroeconômicos ainda pesam sobre o setor industrial do país, e os dados precisam ser analisados com prudência.
“A alta da produção industrial nacional em janeiro é interpretada como um movimento compensatório, após o comportamento predominantemente negativo observado de setembro a dezembro, quando acumulou perda de 2,5%. Fatores macroeconômicos conjunturais, como a taxa de juros em patamares elevados e o estreitamento das linhas de crédito, vêm se mantendo, diminuindo o investimento na produção e moderando as tomadas de decisão por parte dos produtores”, contextualiza Bernardo Almeida, analista da pesquisa.
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