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Por: Soares Filho | 11/05/2026 07:30
Mato Grosso do Sul alcançou destaque nacional no cenário dos transplantes, consolidando-se entre os estados com melhor desempenho proporcional do país. Dados do RBT (Registro Brasileiro de Transplantes) de 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, colocam o Estado na 6ª posição nacional em transplantes de fígado e também na 6ª colocação em transplantes de córnea por milhão de população.
Segundo o levantamento, MS registrou taxa de 16,8 transplantes hepáticos por milhão de população, índice que garantiu ao Estado a sexta melhor colocação do país no ranking nacional. Já nos transplantes de córnea, alcançou taxa de 101,9 procedimentos por milhão de população, também ocupando a 6ª posição entre as unidades da federação.
O avanço acompanha o cenário nacional de crescimento dos transplantes. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil bateu recorde histórico em 2025, com 31 mil transplantes realizados em todo o país, resultado 21% superior ao registrado em 2022, quando foram contabilizados 25,6 mil procedimentos.
Ainda conforme o Ministério, o desempenho nacional reflete a ampliação da logística do SNT (Sistema Nacional de Transplantes), o fortalecimento da distribuição interestadual de órgãos, a expansão das equipes de captação e o aumento dos investimentos federais na área, com o SUS (Sistema Único de Saúde) financiando cerca de 86% dos transplantes realizados no Brasil.
Crescimento e fortalecimento da rede
Em Mato Grosso do Sul, os números também demonstram crescimento e fortalecimento da rede estadual. Dados da Central Estadual de Transplantes apontam que, entre janeiro e 30 de abril de 2026, o Estado registrou 25 doadores de múltiplos órgãos e 65 doadores de córneas. No mesmo período, foram realizados 23 transplantes de fígado, 31 transplantes renais e 84 transplantes de córnea.
Atualmente, a lista de espera no Estado conta com 367 pacientes aguardando transplante de rim, 463 à espera de córnea, 15 pacientes aguardando transplante de fígado e um paciente na fila para transplante de pâncreas.
Para a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo, o resultado demonstra a maturidade da rede estadual e o comprometimento das equipes envolvidas em todas as etapas do processo.
“Esse resultado mostra o fortalecimento da política estadual de transplantes e o empenho das equipes hospitalares, das centrais de notificação, dos profissionais de captação e de toda a rede envolvida. Cada doação representa uma oportunidade de salvar vidas e Mato Grosso do Sul vem consolidando um trabalho sério, técnico e humanizado”, afirma.
Claire Miozzo também destaca que o avanço dos indicadores depende diretamente da conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos.
“A autorização familiar ainda é um dos maiores desafios em todo o país. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem sobre o desejo de serem doadoras. Quando a família conhece essa vontade, a decisão se torna mais segura e pode transformar a vida de muitos pacientes que aguardam na fila por um transplante”, ressalta.
Danúbia Burema, Comunicação SES