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Senador Nelsinho Trad durante live para explicar situação enfrentada pela nova taxação dos EUA (Imagem: Reprodução).
Por: Soares Filho | 02/06/2026 18:47
A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros mobilizou o Senado Federal e colocou em alerta setores da economia nacional. Presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) do Senado e da CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência), o senador Nelsinho Trad (PSD) afirmou que o momento exige cautela, diálogo e articulação diplomática para tentar evitar prejuízos ao país.
A medida foi anunciada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O processo ainda passará por consulta pública, audiências e decisão final, com prazo legal previsto até 15 de julho de 2026.
Após reunião interna da Comissão de Relações Exteriores nesta terça-feira (2) para discutir os desdobramentos da relação entre Brasil e Estados Unidos, incluindo a nova proposta tarifária e a recente decisão americana envolvendo as organizações criminosas PCC e Comando Vermelho, Nelsinho afirmou que o Brasil precisa agir com responsabilidade e basear suas ações em informações concretas.
“A proposta apresentada pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 merece atenção e acompanhamento próximo por parte do Brasil. O processo ainda passará por consulta pública, audiência e decisão final. O prazo é curto e o cenário exige realismo, mas faremos todos os esforços para ouvir os setores envolvidos, defender os interesses brasileiros e buscar a redução de impactos sobre áreas estratégicas da nossa economia”, afirmou.
Durante entrevista coletiva, o senador ressaltou que ainda é cedo para dimensionar os efeitos da medida sobre a economia brasileira, uma vez que a proposta ainda não foi definitivamente aprovada e prevê exceções para diversos produtos relevantes da pauta exportadora nacional.
Segundo ele, a prioridade da comissão será ouvir produtores, empresas, entidades representativas e setores potencialmente afetados para construir uma atuação baseada em dados técnicos.
“Não queremos trabalhar com impressão ou achismo. Precisamos saber qual produto pode ser atingido, qual o código tarifário, qual contrato está em risco, qual mercado pode ser perdido e qual o impacto em emprego, produção e investimento”, declarou.
Campo Grande News