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A diretora-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, está entre os presos.
Por: Soares Filho | 11/09/2026 17:46
A diretora-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, está entre os presos nesta sexta-feira (11) durante a Operação Antidotum, desencadeada para investigar suspeitas de fraudes e desvios envolvendo contratos da maior unidade hospitalar de Mato Grosso do Sul. O prejuízo identificado até agora é estimado em pelo menos R$ 4,9 milhões, mas o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) afirma que o valor ainda está sendo apurado e pode aumentar.
Além da presidente, também são apontados entre os alvos de prisão integrantes da direção administrativa e financeira da instituição. Estão na relação Alessandro Dias Junqueira, diretor administrativo; Rinaldo Hakme Romano, ligado à área financeira; Paulo Guilherme Gutierre Mariosa, diretor de Finanças Adjunto; Monique Gregório,
supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística; e o empresário Mauricio Aparecido Benites.
A Operação Antidotum é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão, cumpridos em Campo Grande, Dourados e Goiânia, em Goiás.
Uma das principais frentes da investigação envolve um contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a digitalização de prontuários médicos. O acordo previa pagamento anual de R$ 1,8 milhão durante três anos, chegando a R$ 5,4 milhões.
De acordo com a investigação, somente no primeiro ano do contrato cerca de R$ 1,4 milhão teriam sido pagos sem a correspondente execução dos serviços. O Ministério Público apura se houve desvio desses recursos.
Documentos disponíveis no próprio portal da Santa Casa mostram contrato com a empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços para prestação de serviços à instituição. No documento aparecem Alir Terra Lima como presidente, Rinaldo Hakme Romano como gestor do contrato, Alessandro Dias Junqueira como fiscal e Mauricio Aparecido Benites como representante da empresa contratada.
A investigação avançou ainda sobre contratos da Operadora Santa Casa Saúde, controlada pela associação responsável pelo hospital. Segundo o MPMS, foram encontrados negócios firmados com diferentes empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico e cujo proprietário teria relações com membros da direção da instituição.
Douradosagora