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Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa no plenário da Assembleia Geral da ONU — Foto: TIMOTHY A. CLARY/AFP
Por: Soares Filho | 22/09/2026 22:57
Em seu discurso no primeiro dia dos Debates Gerais da Assembleia Geral da ONU, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar "aniquilar" o Irã, dizendo ter uma "decisão para tomar" sobre o futuro da guerra que lançou em fevereiro, e disse que o uso do "poderio militar" americano não está descartado na América Latina. Na fala, carregada de tons patrióticos, o republicano afirmou que seu país "está mais forte hoje do que nunca", anunciou a construção de bases na Groenlândia e reconheceu que a intervenção na Venezuela teria fins majoritariamente econômicos.
Os EUA estão vivendo uma era de ouro — declarou, repetindo um de seus motes de campanha e lançando ataques ao governo de seu antecessor, Joe Biden, que deixou o poder em 2025. — Portanto, enquanto outros falavam, eu agia; enquanto outros falavam de paz, eu promovia a paz. Enquanto outros ignoravam ameaças, eu as enfrentava. Enquanto outros falavam de coragem, os EUA a demonstravam.
O republicano fez uma longa defesa de sua guerra contra o Irã, que quase sete meses depois segue sem solução. Trump disse que "jamais permitirá" que a República Islâmica obtenha uma arma nuclear, e sugeriu que um acordo poderá ser firmado depois das eleições de novembro. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursará no plenário na quarta-feira.
— Eles eram os valentões do Oriente Médio, mas não são mais. Desde o primeiro dia em que assumi o cargo, a postura política tem sido inabalável. Jamais permitirei que o Irã tenha uma arma nuclear! — bradou. — Eles também fabricaram um míssil capaz de atingir a Europa e estavam muito orgulhosos disso. Espero que os europeus tenham percebido isso.
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