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Centro de operações em Jundiaí monitora câmeras da rodovia e coordena envio de ambulâncias e medidas de segurança em acidentes
Por: Soares Filho | 27/09/2026 09:08
Acidentes registrados nos 845 quilômetros da BR-163 em Mato Grosso do Sul podem ter o atendimento coordenado a cerca de 1,4 mil quilômetros de distância. Desde o fim do ano passado, o monitoramento da rodovia administrada pela Motiva Pantanal passou a ser concentrado no Centro de Controle de Operações (CCO) da companhia, em Jundiaí (SP), de onde operadores acompanham ocorrências e acionam equipes de socorro distribuídas pelo Estado.
A central reúne o monitoramento das rodovias administradas pela Motiva no país. Ao todo, cerca de 30 profissionais trabalham em regime permanente acompanhando milhares de câmeras instaladas nas concessões. Como não é possível observar todas simultaneamente, parte dos equipamentos possui sistema de Detecção Automática de Incidentes, capaz de emitir alertas diante de situações como veículos parados, animais na pista e acidentes. Após o aviso, o operador verifica as imagens e define os recursos que precisam ser mobilizados.
Na BR-163 em Mato Grosso do Sul, as equipes de atendimento estão distribuídas em 17 bases. Cada uma possui veículo de resgate, sendo cinco estruturados como unidades avançadas, com médico e enfermeiro. Conforme a gravidade identificada, a central pode acionar mais de uma equipe e adotar medidas de segurança no trecho até a chegada dos demais órgãos responsáveis. Segundo a concessionária, a primeira equipe chega ao local, em média, cerca de 15 minutos após o acionamento.
O atendimento também envolve equipamentos especializados para retirada de vítimas presas às ferragens. Segundo Fernando Antero do Carmo, responsável pelas ambulâncias de resgate da concessionária, uma viatura equipada pode chegar a R$ 1,5 milhão, enquanto equipamentos modernos de desencarceramento podem custar aproximadamente R$ 200 mil. Em 2025, conforme dados apresentados pela empresa, 38 pessoas em parada cardíaca foram reanimadas nas rodovias sob sua administração, das quais 16 posteriormente receberam alta hospitalar.
A estrutura ganha importância diante do número de ocorrências registrado na BR-163. Dados da Polícia Rodoviária Federal apontam 497 acidentes entre o início de 2026 e 20 de agosto, média superior a dois casos por dia, sendo 130 classificados como graves e 38 mortes registradas nos locais das ocorrências. A partir de Jundiaí, os operadores também mantêm contato com hospitais das cidades cortadas pela rodovia para comunicar a chegada de pacientes graves e auxiliar na articulação do atendimento às vítimas.
Capital News