Editor Responsável: Wilson Soares dos Reis - DRT 0002163/MS
soaresfilho50@gmail.com
67 99977 4559
Barcos no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã — Foto: REUTERS/Stringer
Por: Soares Filho | 27/09/2026 16:12
O Irã voltou a defender, neste domingo (27), uma saída diplomática para o conflito com os Estados Unidos e Israel.
A manifestação ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar os combates.
"Nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições", escreveu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, nas redes sociais. "Somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse."
Na semana passada, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o Irã anunciou uma proposta de paz que, segundo Teerã, foi encaminhada aos Estados Unidos por meio de mediadores do Catar.
No sábado, Trump disse ter rejeitado o plano e afirmou que a pressão militar estaria levando os iranianos a buscar um acordo para a reabertura da importante rota marítima.
Apesar das declarações públicas do presidente norte-americano, Araqchi afirmou que o Irã ainda não recebeu, pelos canais diplomáticos, uma resposta oficial dos Estados Unidos.
"Estamos aguardando que os mediadores nos transmitam as posições definitivas e tomaremos uma decisão com base nelas", escreveu o ministro.
Os Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico contra o Irã e pressionam Teerã a interromper os ataques contra embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz. Os confrontos reduziram significativamente o tráfego marítimo na região, apesar de Trump afirmar repetidamente que os EUA controlam a via navegável.
O comandante-chefe do Exército iraniano, Amir Hatam, afirmou que a guerra atravessa uma fase "crítica e decisiva" e reiterou que o país não aceitará uma situação em que seja impedido de comercializar seus produtos enquanto outras potências continuem utilizando as rotas estratégicas da região.
"Se o Irã não puder comercializar, se o Irã não puder viver, ninguém poderá comercializar ou viver", disse, segundo a mídia estatal iraniana.
G1.GLOBO
