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Senado, Câmara Federal e Assembleia: 6 candidatos à reeleição ficam pelo caminho


Resende vê alta do "voto ideológico", enquanto Mochi diz que perder faz parte da política.
Na 1ª linha, da esquerda para direita: Soraya Thronicke, Geraldo Resende e Luiz Ovando. Na 2ª linha, da esqueda para direita, Junior Mochi, Antonio Vaz e Lia Nogueira. Por: Soares Filho | 05/10/2026 13:49

As Eleições 2026 frustraram os planos de seis candidatos de Mato Grosso do Sul de permanecerem no poder. No Senado, a senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu a reeleição.

Eleita em 2018 com 373.712 votos e conhecida como a "Senadora do Bolsonaro", em alusão ao ex-presidente, a parlamentar agora apoiava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.  Soraya recebeu 340.788 votos no domingo (dia 4).

Na Câmara Federal, Geraldo Resende (União Brasil) e Luiz Ovando (PP) não conseguiram a reeleição. Com 31.714 votos nas Eleições 2026, o deputado federal Geraldo Resende analisa que houve avanço do voto ideológico em Mato Grosso do Sul.

"Recebo o resultado com profundo respeito e, como democrata convicto, saúdo o governador Eduardo Riedel, os senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Renan Contar, os deputados federais eleitos e os 24 deputados estaduais. Desejo a eles um bom trabalho e que possam fazer o melhor para Mato Grosso do Sul. Tínhamos convicção que poderíamos entrar novamente lá, mas o povo quis outros parlamentares", diz Resende.

Na eleição de 2022, o parlamentar foi eleito com 96.519 votos. "Foi uma redução expressiva de votos. A gente tem que fazer uma análise desse resultado. Fizemos um trabalho exaustivo, com temas importantes como saúde e educação. Mas a população colocou o voto ideológico acima dessas questões. O voto ideológico se sobrepôs a tudo isso".

Sobre o futuro político, ele, que ficou com a suplência, afirma que ainda vai analisar. "Tenho três meses pela frente. Vamos discutir isso com a família, amigos e aqueles que nos acompanham". Geraldo Resende é médico e foi titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde) durante a pandemia.

Candidatos à reeleição na Assembleia Legislativa, Junior Mochi (MDB), Lia Nogueira (PSDB) e Antonio Vaz (Republicano) foram barrados pelas urnas. Mochi conta que fez uma campanha intensa e percorreu mais de 17 mil quilômetros pelo Estado em 40 dias.

 "Até 90% das urnas apuradas, estava eleito. Falo que eleição não tem empate, ou ganha ou perde. Infelizmente não consegui. Foi por pouco, mas estou tranquilo. Tenho que entender o momento e adequar a vida, faz parte do processo. Se você não quer perder, não dispute".

Mochi é suplente e avalia que ainda é prematuro avaliar se por um rearranjo político possa voltar à Casa de Leis. "É preciso assimilar o resultado, organizar as coisas e esperar. Essa discussão não dá para antecipar agora". Mochi recebeu 23.721 votos na última eleição. Em 2022, quando foi eleito para a Assembleia, o resultado foi de 26.108 votos.

O deputado estadual Jamilson Name (PP) não foi incluído nessa lista porque seus votos continuam sub judice.  A reportagem entrou em contato com os demais citados e aguarda retorno.

Campo Grande News



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