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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Notícias/Agro

Apesar do alerta de geada, safra de milho 2021/2022 deve ser maior que a anterior

Previsão de frio intenso para a região sul do Estado preocupa produtores, mas cenário de 2021 não deve se repetir este ano.

Apesar do alerta de geada, safra de milho 2021/2022 deve ser maior que a anterior
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A segunda safra de 2022 pode apresentar um alívio para o produtor rural. Depois de sofrer com intempéries climáticas nas últimas duas produções, o agricultor de Mato Grosso do Sul espera melhores resultados na safrinha.  

É o que dizem especialistas consultados pelo Correio do Estado e dados prévios de órgãos de controle e pesquisa. Conforme o último boletim rural do Sistema Famasul, a expectativa é de que o Estado tenha uma produção acima da última safra e com o diferencial de um clima mais favorável.  

Projeção da Famasul aponta para 9,3 milhões de toneladas, já a Granos Corretora estabelece esse dado na casa dos 12,5 milhões de toneladas. Na safra 2020/2021, foram colhidas 6,2 milhões de toneladas do cereal.

Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja-MS), André Dobashi diz que a qualidade das lavouras de milho da região sul está boa. “O milho foi bem plantado e nasceu em uma situação privilegiada, conseguiu aprofundar as raízes em fevereiro, e a situação é muito boa. Temos milho de qualidade muito boa nas lavouras de MS”.

O presidente do Sindicato Rural de Dourados, Angelo Ximenes, concorda e diz que parte das perdas da última safrinha pode ser recuperada. “Estão todos animados, deve vir boa. É difícil falar [em recuperação dos prejuízos], mas dá uma aliviada grande”.  

Em 2021, as geadas assolaram a região sul do Estado e causaram forte quebra na safrinha do milho. A produtividade daquele período esteve em 47,71 sacas por hectare. A Aprosoja-MS estima 78,13 sacas para este ano.  

Ângelo Ximenes ainda comenta que, apesar do otimismo para este ano, os produtores sentem uma leve preocupação com as geadas. “A Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] já soltou um alerta de geada para junho”.  

No entanto, segundo ele, nada é tão assustador como no último ano. “A geada funciona assim, não tem geada que mata de primeira, as primeiras geadas são igual chuva, fazem um caminho, tem lugar que é afetado e tem lavoura que não. Costumeiramente, em maio e junho não tem geada. O clima não tem como prever muito, se vier para o fim de junho não haverá danos”, prevê.

Segundo o agrometeorologista da Embrapa, Danilton Flumignan, a possibilidade de geada no mês de junho é alta. Principalmente na região centro-sul do Estado.

“Estamos monitorando desde janeiro, há uma possibilidade alta, de 75%, de gear. Principalmente em Dourados e no centro-sul. [Usando] como referência de Dourados para baixo [aumenta o risco de geada], de Campo Grande para cima diminui o risco”, explica.

“Fazemos uma previsão antecipada no começo do ano e monitoramos as condições. A cada mês, atualizamos os dados para saber se há a necessidade de correção, se sim, mudamos a previsão. Neste caso, não tivemos que mudar ainda, e a previsão permanece”, finaliza o agrometeorologista.

FONTE/CRÉDITOS: Correio do Estado
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