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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Notícias/Policial

Após 6 meses preso, acusado de roubar e manter família refém é absolvido

Valter Eleutério foi absolvido por falta de provas e família quer responsáveis pelo crime identificados

Após 6 meses preso, acusado de roubar e manter família refém é absolvido
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Foram seis meses e treze dias de espera, até que a família de Valter Eleutério, 38 anos, preso sob alegação de ter participado de um roubo seguido de sequestro, pudesse vê-lo em liberdade novamente no final da manhã de sábado (5), em Naviraí.

O julgamento aconteceu na última quinta-feira (3). Valter foi preso pelo crime no dia 20 de agosto do ano passado, acusado de roubar e manter uma família de cinco pessoas em cárcere na cidade de Eldorado, a 442 km da Capital. Desde então, a família vem tentando provar a inocência do homem. 

Consta nos autos que Valter foi reconhecido por uma das vítimas apenas pelo olhar e parte da testa e nariz, além do tom de voz, já que os autores do crime usavam “touca-ninja”. No entanto, o magistrado não afirmou que houve erro na identificação, mas que a falta de outras provas tornava a acusação frágil.

Em depoimento, Valter disse que no dia do crime foi até a cidade para ficar na casa da namorada e então teria levado o carro para lavar permanecendo em uma conveniência até que o veículo ficasse pronto, indo embora por volta das 17h daquele dia.

Ele contou ainda que ficou na casa da namorada a noite toda e no dia que passou pelo reconhecimento na delegacia deram algumas roupas para que ele vestisse e ficou junto de cinco ou seis pessoas, negando ter participado do crime.

Com isso, na sentença o juiz Vinicius Aguiar Milani declara  que ainda permanecem dúvidas acerca da autoria do crime “impondo-se o decreto absolutório, em homenagem ao princípio in dubio pro reo”, mas não se despreza os depoimentos prestados pelas vítimas que são bastante detalhados e coesos. 

No entanto, o magistrado afirma que, em relação ao reconhecimento do acusado, “não são suficientes para fundamentar o decreto condenatório” e que durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, “nenhuma prova que levasse à autoria do acusado foi arrecadada, isto é, não foi encontrado em seu poder nenhum produto ou instrumento do crime”. 

FONTE/CRÉDITOS: Campo Grande News
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