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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

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Atenção à saúde das crianças precisa ser redobrada no período de férias

Pais precisam estar atentos aos acidentes domésticos, que vão da queda ao corte e afogamento.

Atenção à saúde das crianças precisa ser redobrada no período de férias
Divulgação
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Passados os dias mais duros de isolamento por conta da pandemia, as crianças voltaram às aulas e já estão de férias novamente, período esse que - neste ano - pode ser curtido mais ao ar livre, fato que precisa deixar os pais alertas com as atividades de entretenimento comuns que podem causar quedas, cortes e até afogamentos. 

"As férias são a época que as crianças ficam mais expostas, né. Elas adquirem novas rotinas fora da escola, então esses acidentes domésticos como: quedas; cortes; afogamentos, que foram citados, eles acabam sendo mais frequentes nessa época do ano", comenta o dr. Alberto Jorge Félix Costa, pediatra da Unimed Campo Grande..

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, anualmente, estima-se que cerca de 200 mil acidentes domésticos aconteçam com crianças, índice que aumenta 25% justamente durante os recessos escolares.

Dr. Alberto lembra que diante de algum incidente mais significativo, a família e cuidadores devem levar a criança imediatamente a um pronto atendimento. 

"No caso de um acidente ,tanto doméstico quanto extradomiciliar, quando a criança leva um corte, um traumatismo craniano, uma queda com sonolência, uma queimadura de maior proporção, enfim, todos esses casos eles demandam atendimento médico imediato.", afirma o pediatra.  

Medidas cabíveis
Vale frisar que esses "riscos" aos quais as crianças ficam mais expostas nessa época do ano, fazem parte de uma rotina comum de férias e podem acontecer fora de casa; passeios; em férias; viagens e quaisquer ambientes que as crianças não estejam acostumadas. 

Diante disso, importante ainda lembrar que cada fase do desenvolvimento psicomotor da criança, será uma atividade que ela estará executando e, consequente um "risco" ao qual ela está sujeita. 

"Então, por exemplo, a criança que está aprendendo a andar, por volta de um ano de idade, ela está mais propensa a quedas, traumatismos e às vezes até fraturas. Uma criança maior, acima de seis, sete anos de idade, que já está em parque aquático, por exemplo, nas férias, existe a possibilidade maior dela também levar uma contusão, uma queda, até um afogamento", expõe o Dr. Alberto Jorge. 

O que não fazer
Como muito desses acidentes acontecem dentro de casa, alguns pais, às vezes, caem no erro por conta da atitude que tomam para remediar acidentes domésticos. 

Confira 8 medidas comuns ao imaginário popular, que devem ser evitadas diantes de um acidente doméstico:

Colocar manteiga; pasta de dente ou pó de café em queimaduras. - (Nesse caso, a única medida a se tomar deve ser colocar o local debaixo da água gelada). 
Mover a criança que sofreu queda. - (Quedas podem fraturar coluna cervical. Criança deve ser acalmada na posição que caiu, até chegada dos bombeiros).
Levantar a cabeça com sangramento no nariz. - (Fazer isso pode levar o sangue para as vias aéreas ou estômago, causando sufocamento, náusea e vômito).
Não procurar atendimento médico quando houver choque grave. - (Ferimentos desse tipo não devem ser ignorados, pois resultam em problemas graves). 
Colocar água oxigenada em cortes e feridas. - (Esse item não é recomendado, já que mata bactérias mas também tecidos viáveis).
Induzir vômito. - (Qualquer substância, como produtos de limpeza ingeridos, que entram e saem pela garganta pode piorar uma lesão).
Tentar levantar criança desmaiada. - (Nesse caso deve-se deitar a criança, com as pernas esticadas, pois aumenta a circulação).
Soprar quando algo entrar no olho. - (Fazer isso pode provocar uma lesão de córnea. O correto é lavar com soro fisiológico).
Sendo assim, o mais importante é ficar de olho no seu filho e demais crianças que estão com você. E quando acontecer alguma coisa de maior significância, levar essa criança prontamente ao atendimento médico. 

"E também orientá-los, dependendo da faixa etária da criança, quanto à prováveis acontecimentos, o que fazer, nunca ficar distante de um adulto no sentido de ter todo o cuidado possível para que as férias, os passeios sejam aproveitados de maneira prazerosa", finaliza o pediatra Alberto Jorge Félix.

FONTE/CRÉDITOS: Correio do Estado
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