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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Notícias/Mato Grosso do Sul

Nova caderneta para gestantes relativiza violência obstétrica e conselhos pedem que material seja recolhido

Conselho dos Direitos da Mulher de MS repudia nova cartilha e alerta população.

Nova caderneta para gestantes relativiza violência obstétrica e conselhos pedem que material seja recolhido
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A nova versão da caderneta para gestantes foi motivo de revolta no âmbito nacional da saúde. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) alertou os profissionais e gestantes sobre a utilização da nova cartilha e recomendou que o material seja recolhido. 

De acordo com o departamento, o manual relativiza a violência obstétrica e promove práticas inseguras como a utilização da amamentação para prevenir gravidez nos primeiros seis meses após o parto e manobras, até então, proibidas durante partos normais.

O documento foi atualizado pelo Ministério da Saúde no dia 4 de maio e contradiz decisões do próprio Ministério em versões anteriores.

A 6ª versão da cartilha, utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) como forma de orientação para grávidas, também foi alvo de repúdio em Mato Grosso Do Sul. 

O Conselho dos Direitos da Mulher, (CEDM-MS), também não aprovou as alterações feitas pelo Ministério da Saúde na versão atual da caderneta. Para o colegiado, o guia traz adversidades que contrariam evidências científicas, comprovadas pelas Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal.

Na 6º versão da cartilha o Ministério da Saúde aprova o estimulando a prática da episiotomia, (corte realizado na região no períneo durante o parto para facilitar a saída do bebê), conhecida popularmente como mutilação genital. 

Além disso, o conselho relata que no documento consta uma recomendação ao médico para utilização de empurrões, apertões e pressões na barriga da gestante para forçar a saída do bebê (manobra Kristeller). 

A presidente do Conselho, Bianca Knorst, afirma que o departamento segue defendendo o enfrentamento a todo tipo de violência contra mulher. 

“Repudiando quaisquer atos que violem os direitos garantidos às mulheres, as alterações publicadas ferem o direito da pessoa gestante e não podemos deixar que isso aconteça”. advertiu.

FONTE/CRÉDITOS: Correio do Estado
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