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Terça-feira, 05 de Julho de 2022

Notícias/Economia

Preço médio do gás de cozinha fica 32% mais caro em um ano no Estado

Botijão com 13 kg consome 9,2% do salário mínimo dos sul-mato-grossenses, maior parcela desde 2007.

Preço médio do gás de cozinha fica 32% mais caro em um ano no Estado
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O preço do Gás Liquefeito do Petróleo (GLP), ou gás de cozinha, aumentou 32,8% em Mato Grosso do Sul em 12 meses. De acordo com levantamento junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio praticado no Estado saltou de R$ 83,97 para R$ 111,51 em pouco menos de um ano.

Só em Campo Grande, a variação foi de 35,30% em 12 meses. Atualmente, na pesquisa mais recente com valores comercializados até a sexta-feira (22), o botijão de 13 quilos, o mais comum para consumo familiar, estava sendo negociado a R$ 106,98, contra um valor de R$ 95,84 em fevereiro deste ano e R$ 82,41 em abril de 2021.

Descolado da média estadual está Coxim. A cidade tem o preço do botijão mais caro do Estado, de acordo com a pesquisa da ANP.

O preço praticado chega em média a R$ 127,78 neste mês. A alta em dois meses é de 10,58%, quando era vendido a R$ 117,50 em fevereiro.

Com relação a esta discrepância, Zenildo Dias do Vale, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Região Centro-Oeste (Sinergás), diz que “o botijão vem de Paulínia. Lá, ele é engarrafado por duas empresas, e, como o frete é muito caro, R$ 4,00 por botijão, o gás não pode voltar para trás. Então ele chega em Campo Grande com um preço, da Capital para frente é outro. Por isso, Coxim, Corumbá e Ponta Porã são os mais caros do Estado”, explica.

Dourados e Três Lagoas também comercializam botijões um pouco mais caro que a Capital. A primeira teve alta de 10,58% em dois meses, chegando ao preço médio de R$ 117,85, a segunda a alta foi de 9,55%, com o botijão comercializado em média a R$ 113,00.

O presidente da Sinergás comenta que neste começo de mês houve redução no preço do gás de cozinha no Brasil, entretanto, o preço repassado ao revendedor não sofreu alteração.

“A redução foi muito pequena, a empresa que mais reduziu o preço foi uma que repassou R$ 3,00. Não teve redução para o consumidor porque no mesmo dia a Petrobras anunciou aumento na gasolina, e, para entregar o gás na sua casa, é preciso de gasolina ou diesel para transportar o botijão”, avalia Dias.

FONTE/CRÉDITOS: Correio do Estado
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