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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Notícias/Economia

Produtor vendeu o litro a R$ 2,13 e consumidor comprou a R$ 3,40

Análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP (Universidade de São Paulo) prevê novos aumentos no leite em abril.

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O preço do leite se valorizou em janeiro, fevereiro e março deste ano e, em abril, não será diferente. Pelo menos é o que prevê o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP (Universidade de São Paulo). Em março, por exemplo, o produtor vendeu o litro a R$ 2,13, a indústria de laticínios comercializou a R$ 2,93 e os supermercados repassaram – para a população – a um valor mínimo de R$ 3,40.

Nos supermercados de Campo Grande, o litro de leite já é vendido a mais de R$ 4. O problema, segundo o Cepea, é que os custos para o produtor não param de subir e isso é repassado para toda a cadeia produtiva até chegar ao consumidor final na gôndola do supermercado. Em março, o preço do leite subiu 3,3% para os produtores, chegando a R$ 2,21, na chamada “Média Brasil”, no qual são colocados os preços de todos os Estados e Distrito Federal, com o resultado do somatório sendo dividido por 27. Além disso, esse valor supera em 4,1% ao registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a análise do Cepea, a valorização do leite no campo ocorre em função do aumento dos custos de produção, que têm limitado os investimentos na atividade e, com isso, o potencial de oferta. O ICAP-L (Índice de Captação Leiteira) do Cepea refletiu esse cenário de oferta limitada e registrou queda de 0,63% de janeiro para fevereiro. É importante frisar que, apesar do preço do leite avançar, isso não significa lucro para o produtor.

Em fevereiro, as indústrias de laticínios enfrentaram competição acirrada para garantir o abastecimento de matéria-prima, fator que elevou os preços do leite ao produtor. Com estoques reduzidos, os laticínios intensificaram a compra de leite no mercado spot – ou seja, entre as indústrias -, visando evitar capacidade ociosa de suas plantas processadoras. Em Minas Gerais, o preço médio saltou de R$ 2,13/litro na primeira quinzena para R$ 2,42/litro na segunda quinzena – uma alta de 13,9%.

Com a matéria-prima mais cara, as indústrias se viram forçadas a fazer o repasse da alta no campo ao preço dos derivados para toda a cadeia produtiva. A pesquisa do Cepea, com o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) apontou que o valor médio do leite UHT recebido pelas indústrias de laticínios nas negociações com canais de distribuição, em São Paulo, aumentou 5,8% de janeiro para fevereiro, em termos reais, chegando a R$ 3,40/litro. O valor é 8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Em março, tanto o leite spot quanto os derivados registraram consideráveis altas, indicando que o movimento de valorização no campo deve persistir e se intensificar agora em abril, o que, na linguagem técnica do Cepea, significa o preço do leite captado em março a ser pago em abril. Isso porque não há mais indícios, e sim fatos comprovados, como, por exemplo, a alta do preço médio do leite spot em 15,4% da primeira para a segunda quinzena de março, chegando a R$ 2,93/litro.

FONTE/CRÉDITOS: MídiaMaxNews
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