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Domingo, 14 de Agosto de 2022

Notícias/Policial

Professor e filho nigerianos sofrem racismo e são agredidos em mercado

Menino de 6 anos esperava na fila do caixa quando foi acusado de roubo, agredido e ofendido, junto com o pai, por ser preto e estrangeiro.

Professor e filho nigerianos sofrem racismo e são agredidos em mercado
Divulgação
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Um professor de 48 anos e seu filho, de 6 anos, nigerianos, foram vítimas de racismo e agredidos fisicamente em um supermercado atacadista, nessa quarta-feira (3), em Dourados.

O homem, que é graduado em Bioquímica e doutor em Ciências da Saúde, trabalha como professor visitante na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

De acordo com o boletim de ocorrência, o professor fazia compras com a família no mercado e, em determinado momento, deixou o filho na filha do caixa, cuidando de um carrinho de compras, que imaginava ser o seu, enquanto foi pesar frutas.

Quando voltou a fila, a criança relatou que foi agredida pela mulher que estava em sua frente na fila, que também acusou o menino de roubo.

Ao perguntar a mulher o que havia ocorrido, ela voltou a afirmar que o menino estava roubando seu carrinho e uma discussão iniciou-se.

O esposo da mulher também entrou na briga e ambos chamaram o pai e filho de pretos, em tom ofensivo.

O homem também deu um soco na cara do professor.

Toda a ação foi gravada por câmeras de segurança do atacadista e encaminhadas à polícia.

Além disso, pessoas que estavam no mercado e presenciaram o crime também confirmaram a versão da vítima.

Diante da denúncia, a polícia encontrou o casal no estacionamento do mercado.

Ambos foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), em seu veículo próprio.

Na delegacia, a mulher disse que não agrediu a criança e alegou que apenas retirou as mãos dele do carrinho.

Ela disse ainda que fez isso pois já teria sido roubada “por esse tipo de gente”, se referindo a pessoas estrangeiras.

Ela e o marido pagaram fiança e foram liberados, mas o caso será investigado.

O caso foi registrado como vias de fato e injúria, se consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor e origem.

FONTE/CRÉDITOS: Correio do Estado
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