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Por: Soares Filho | 07/02/2026 12:40
O Mato Grosso do Sul assume posição estratégica no plano das Rotas de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano, criado para fortalecer o comércio regional e reduzir custos logísticos entre o Brasil, países vizinhos e mercados asiáticos. A iniciativa surgiu após o Consenso de Brasília, em maio de 2023, que definiu a retomada da agenda de integração entre os países da América do Sul.
O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) desenhou cinco rotas prioritárias, incluindo trajetos que atravessam o Mato Grosso do Sul, considerando a posição geográfica do estado como porta de entrada para o Mercosul e o Centro-Oeste brasileiro. A ideia é facilitar o transporte de produtos agrícolas, industrializados e matérias-primas, diminuindo o tempo e o custo do escoamento até os portos e fronteiras internacionais.
Do total de projetos do Novo PAC, mais de 190 possuem potencial para contribuir com a integração regional, e vários deles passam diretamente pelo MS, incluindo melhorias em rodovias, pontes e terminais logísticos. Além do financiamento federal, estão previstos recursos do BNDES, cerca de US$ 3 bilhões, e de bancos de desenvolvimento da América Latina, que juntos somam mais de US$ 7 bilhões para obras de infraestrutura.
Historicamente, o comércio brasileiro se concentrou na Europa e nos Estados Unidos, com rotas voltadas para o Atlântico. No entanto, nas últimas décadas, o crescimento da produção no Centro-Oeste, aliado à expansão do comércio com a Ásia, tornou necessária a criação de rotas mais curtas e eficientes para o transporte de mercadorias. Hoje, o Mato Grosso do Sul conecta estrategicamente o interior do país aos vizinhos do Mercosul, oferecendo alternativas logísticas mais rápidas e menos custosas.
Com essas novas rotas, o MS deve se consolidar como corredor comercial regional, aumentando a competitividade das empresas locais e ampliando o fluxo de exportações e importações. O estado passa a ser uma peça-chave na estratégia do Brasil para fortalecer a integração econômica com os vizinhos sul-americanos e atender à demanda crescente do comércio com a Ásia.
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