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Instituto de Previdência Social de Fátima do Sul foi alvo de operação da PF. (Foto: Reprodução).
Por: Soares Filho | 01/06/2026 10:03
Operação da PF (Polícia Federal) resultou no afastamento da diretoria do IPREFSUL (Instituto de Previdência Social de Fátima do Sul), que investiu R$ 7 milhões no Banco Master em 2024. A instituição financeira acabou falindo no ano passado. O afastamento é por 15 dias.
A ação foi realizada na última quarta-feira (dia 27) e também incluía a suspensão cautelar do exercício das funções públicas de alguns investigados. No dia seguinte, em 28 de maio, o prefeito Wagner Roberto Ponsiano, o Wagner da Garagem, publicou portaria designando os interinos para os cargos de diretor-presidente e diretor financeiro do IPREFSUL.
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Conforme o documento, registrado no Diário Oficial do município, a medida foi para dar continuidade nas atividades administrativas da autarquia previdenciária municipal. Em reunião extraordinária do conselho deliberativo, houve indicação temporária dos servidores para exercer interinamente atividades essenciais do IPREFSUL.
O secretário de Educação, Esporte, Cultura e Turismo, Osvaldo Vieira dos Santos, foi designado para exercer as funções de diretor-presidente do instituto de previdência, “enquanto perdurar o afastamento cautelar instrumental da diretora-presidente titular, em razão de decisão judicial prolatada”. A diretora do IPREFSUL era Claudete Rodrigues dos Santos.
O interino no cargo de diretor financeiro é Maicon Jonas Divieso de Oliveira. A medida vale enquanto perdurar o afastamento da diretora financeira titular. Ao todo, a Justiça afastou cinco pessoas, sendo três diretores, um membro do conselho e um funcionário.
No dia da operação, por meio de nota divulgada na internet, o IPREFSUL informou que o investimento em Letras Financeiras do Banco Master foi norteado com o único e claro objetivo de diversificação da carteira, projetando a melhoria da rentabilidade e atingimento da meta atuarial.
“Sendo assim, estamos certos de que nenhum de nós obteve qualquer vantagem pessoal relativa a este aporte financeiro, e com a consciência tranquila de que todo o processo foi conduzido dentro da normalidade, legalidade e impessoalidade, e isso restará provado ao final das diligências”, informa o comunicado.
O instituto detalha que já ingressou com representação judicial contra o Banco Master com o objetivo de obter o ressarcimento integral dos valores.
“Ratificamos! O banco e seus ativos estavam aptos e validados para operarem no mercado financeiro! Se há algum crime, este foi praticado pelos fraudadores e não por nós, que investimos tão somente para obter a rentabilidade financeira do patrimônio do RPPS!”.
