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Por: Soares Filho | 17/07/2026 13:57
A consolidação da autonomia do licenciamento ambiental de Naviraí e a correção de gargalos técnicos que travam o crédito bancário e investimentos locais foram os temas centrais da abertura da Reunião Pública realizada nesta sexta-feira (17/07). O encontro foi articulado para estabelecer uma frente de trabalho direta entre o poder público e a sociedade civil organizada.
O evento contou com a participação de diversas autoridades do município , incluindo a vereadora Rosângela Sofa, representando a Câmara Municipal, o presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACEN), Natanael da Silva; o delegado do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Thyago Batistote; o Comandante da Polícia Militar Ambiental (PMA) e presidente do CONDEMA, Capitão Ortiz; além do gerente de Obras, Fabiano Costa e representantes de instituições bancárias e cooperativas locais.
O Gerente de Meio Ambiente, Professor João do Carmo Neves, explicou que a administração municipal buscou desburocratizar os processos, mas ressaltou que a nova Plataforma Digital de Serviços Ambientais exige responsabilidade mútua. Aprovando a cobrança por eficiência, o presidente da ACEN, trouxe para o debate a realidade das falhas processuais dos próprios proponentes, que hoje alimentam a morosidade:
"Nós não podemos só culpar o meio ambiente, a legislação ambiental. Nós precisamos ter projetos mais eficientes, os empresários precisam contribuir, que a maioria dos projetos faltam documentos, as empresas não estão adequadas. O 'custo Brasil' isso aí pesa muito no resultado das empresas. Identificar esses gargalos e trazer a solução é o caminho."
Como encaminhamento prático desse alinhamento, o representante do CRC, Batistote, confirmou que a classe contábil assume o compromisso de atuar como elo técnico, garantindo a montagem correta dos processos desde o primeiro protocolo para evitar o vaivém de documentos. O argumento foi reforçado pelo contabilista Luciano Dobbins, que alertou que o meio ambiente traz sustentabilidade e segurança jurídica, lembrando que falhas no ciclo completo dos resíduos geram sanções civis e criminais ao município, citando cidades do Estado que enfrentam multas milionárias por desvios em empreendimentos. Chancelando a legalidade do fluxo, o Capitão Ortiz (PMA/CONDEMA) reforçou que o licenciamento visa mitigar impactos para proteger mananciais, a fauna e o bem-estar do cidadão naviraiense.
Para fundamentar o potencial e a autoridade ecológica do município, o gerente apresentou os dados técnicos das duas principais reservas locais: o Parque Natural Municipal de Naviraí (Rio Xixico Jacinto / Vaca Branca), destacado com seus 16.241 hectares no bioma Mata Atlântica, e o Parque do Cumandaí na área urbana, ressaltado por abrigar um importante remanescente preservado de Palmeira Juçara.
No eixo da discussão os participantes puderam conhecer a plataforma digital de serviços ambientais e orientações sobre licenciamentos e fiscalização. O evento contou ainda com apoio do Sindicato Rural de Naviraí.
Assessoria