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Por: Soares Filho | 30/07/2026 10:02
Mato Grosso do Sul registrou o maior número de empresas encerradas em um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2000. De janeiro a junho de 2026, foram 6.250 negócios que fecharam as portas no Estado, segundo dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems).
Apesar do número recorde de fechamentos, o Estado também registrou forte abertura de novos negócios. No mesmo período, foram 8.978 novas empresas, maior resultado já registrado para os primeiros seis meses de um ano. O cenário mostra um movimento de entrada e saída acelerada de empresas no mercado.
Para o economista Eduardo Matos, os custos elevados estão entre os principais fatores que dificultam a permanência dos negócios. "O empresário continua enfrentando um custo muito alto para operar. Existe um enorme gasto de tempo e recursos apenas para cumprir as exigências tributárias", afirmou.
Além da burocracia, Matos cita o crédito caro, os juros elevados, a concorrência e o endividamento das famílias como fatores que pressionam a atividade econômica. Segundo ele, esses custos reduzem a capacidade financeira das empresas e dificultam a manutenção dos negócios no longo prazo.
O mercado de trabalho também apresentou desaceleração. Mato Grosso do Sul gerou 18.531 empregos com carteira assinada no primeiro semestre, resultado de 225.415 contratações e 206.884 demissões. O número ficou abaixo dos 23.896 postos criados no mesmo período de 2025.
Mesmo com o desempenho mais fraco no semestre, junho registrou saldo positivo de 2.075 vagas, com todos os setores apresentando crescimento. Para o economista, o recorde simultâneo de abertura e fechamento de empresas não representa necessariamente uma crise, mas indica que "empreender ficou mais acessível, mas permanecer no mercado continua sendo um enorme desafio".
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